Justiça Eleitoral contra a disseminação das “fake news” nas Eleições 2018

Os magistrados e os servidores do TRE-RO se prepararam em diversas capacitações para o enfrentamento direto das notícias falsas na internet e nas redes sociais

Esclarecimentos sobre as informações falsas

A expressão “se está na Internet, é verdade” pode até ter uma porcentagem de veracidade, mas nunca foi tão difícil identificá-la. A discussão sobre as “fake news”, ou melhor, as notícias falsas se traduzidas para a língua portuguesa, ganhou notoriedade após a eleição do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos da América (EUA) em 2016, quando o que era dito no mundo virtual entrava em conflito no mundo real e, a partir disso, passou-se a questionar o comportamento dos eleitores em meio aos milhões de compartilhamentos de mensagens eletrônicas.

É sabido que as “fake news” são informações falsas - disseminadas em veículos de comunicação mas, principalmente, na Internet. O objetivo, normalmente, é gerar polêmica e desconforto em torno de uma situação ou pessoa – denegrindo a imagem da vítima. Como as notícias falsas acabam sendo apelativas, dramáticas e polêmicas, são facilmente compartilhadas e conseguem ter mais repercussão na sociedade do que as verdadeiras, especialmente quando não ocorre a devida checagem da informação e não há senso crítico por parte do receptor.

No âmbito político mundial, essa arma digital tem sido muito utilizada para prejudicar candidatos, adversários e partidos, gerando desconfiança em possíveis eleitores. Para combater as notícias inverídicas, a Justiça Eleitoral brasileira tem se empenhado nacionalmente em conscientizar e capacitar os servidores, os magistrados, os terceirizados e os estagiários acerca das “fake news”.

As Eleições Gerais 2018 no Brasil não estão sendo diferentes da experiência Norte Americana de 2016. No dia do pleito, por exemplo, muitos vídeos gravados anunciando denúncias de supostas irregularidades nas urnas eletrônicas em alguns estados brasileiros se espalharam rapidamente pelas redes sociais, na internet e nos grupos de WhatsApp, mas segundo as auditorias realizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelas equipes de tecnologia da informação do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia e as investigações da Polícia Federal, as informações falsas foram devidamente checadas e não foram comprovadas.

Combate às “fake news

Para combater a disseminação de informações falsas nesse 2° turno das Eleições 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou na última quinta-feira (11) uma página na internet para ajudar a esclarecer o eleitorado brasileiro acerca das informações falsas que vêm sendo disseminadas pelas redes sociais e pela internet. Para a Justiça Eleitoral, a divulgação de informações corretas, apuradas com rigor e seriedade, é a melhor maneira de enfrentar e combater a desinformação gerada pelas “fake news”.

Pelo link Esclarecimentos sobre informações falsas, qualquer cidadão poderá ter acesso aos conteúdos que desconstroem boatos, informações falsas, publicações e postagens que buscam confundir os eleitores brasileiros.

Diante das inúmeras afirmações falsas que tentam macular a higidez, a confiabilidade e segurança do processo eleitoral nacional, essa página da Justiça Eleitoral, além dos esclarecimentos oficiais por assunto, apresenta links para esclarecimentos oriundos de agências de checagem de conteúdo e veículos de comunicação, alertando para os riscos da desinformação e incentivando o compartilhamento consciente e responsável de mensagens nas redes sociais e na internet.

Vale referir que a Justiça Eleitoral brasileira tem encaminhado todos os relatos de supostas irregularidades que chegam ao seu conhecimento para verificação por parte dos órgãos de investigação, especialmente o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal. A finalidade é garantir a verificação de eventuais ilícitos criminais e a responsabilização de quem difunde conteúdo inverídico.

A Justiça Eleitoral desempenha relevante papel na consolidação da Democracia em nosso país e trabalha incansavelmente para oferecer à sociedade um processo de votação seguro, transparente e ágil, garantindo a segurança, o sigilo e a inviolabilidade da manifestação popular exercida por meio do voto.

A participação da sociedade é fundamental neste processo de conscientização! A Justiça Eleitoral agradece e valoriza a colaboração de todos!

 

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral

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